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− | Segundo Becker (1973) há relatos de que alquimistas medievais já sabiam que certos | + | :Segundo Becker (1973) há relatos de que alquimistas medievais já sabiam que certos minerais emitiam uma fraca luz no escuro quando os mesmos eram aquecidos. |
− | minerais emitiam uma fraca luz no escuro quando os mesmos eram aquecidos. Contudo, | + | :Contudo, possivelmente o primeiro relato de caráter científico do fenômeno da termoluminescência foi feito em 1663 por Robet Boyle, que notou uma “luz esmaecida” de um diamante quando submetida a um processo de aquecimento. |
− | possivelmente o primeiro relato de caráter científico do fenômeno da termoluminescência foi | + | :Até 1940, ano em que foi inventada a fotomultiplicadora, o fenômeno da TL era utilizado, apenas, como ferramenta na identificação de minerais. |
− | feito em 1663 por Robet Boyle, que notou uma “luz esmaecida” de um diamante quando | + | :Estimulado pelos trabalhos de Farrington Daniels na universidade de Wisconsin, em 1950, o fenômeno da termoluminescência passou a ser utilizado para realizar medidas de exposição à radiação nuclear, além de outras aplicações. |
− | submetida a um processo de aquecimento. | + | :Iniciou-se por volta deste período, também, o estudo do mecanismo envolvido com a termoluminescência, principalmente pelos trabalhos de Randall e |
− | Até 1940, ano em que foi inventada a fotomultiplicadora, o fenômeno da TL era | + | :Wilkins, em 1945, que formularam um modelo teórico para a curva de emissão. |
− | utilizado, apenas, como ferramenta na identificação de minerais. Estimulado pelos trabalhos | + | :Todavia, a possibilidade do uso da termoluminescência na datação arqueológica e geológica só surgiu em 1953, sugerida por Daniels et al. (1953), e logo após com o trabalho apresentado por Kennedy e Knopf, em 1960, no Meeting of American Association for the Advance of Science,relatando resultados de datação por TL de amostras arqueológicas e de lava (Santos, 2002). |
− | de Farrington Daniels na universidade de Wisconsin, em 1950, o fenômeno da | + | :Neste mesmo ano Grögler et al. (Tatumi, 1987) detectou que amostras cerâmicas apresentavam o fenômeno da termoluminescência, levantando assim, o potencial de utilização destes materiais para datação arqueológica. |
− | termoluminescência passou a ser utilizado para realizar medidas de exposição à radiação | + | :Em 1961, os trabalhos de datação de amostras geológicas por termoluminescência tomaram um grande impulso com os trabalhos de Johnson (Aitken; 1985), datando rochas presentes nas proximidades da intrusão da lava, a fim de determinar a época em que a mesma fluiu pela região. |
− | nuclear, além de outras aplicações. Iniciou-se por volta deste período, também, o estudo do | + | :Porém, nesta época, os pesquisadores encontravam diversas dificuldades na utilização da termoluminescência para datação arqueológica e geológica, pois a quantidade de impurezas presentes nas amostras já era um fato bastante conhecido, mas não havia sido feito um estudo do seu papel na TL. |
− | mecanismo envolvido com a termoluminescência, principalmente pelos trabalhos de Randall e | + | :Subseqüentemente, com o estudo do mecanismo e do papel das impurezas na TL, McDougall (1968) em (Santos, 2002), a termoluminescência passou a |
− | Wilkins, em 1945, que formularam um modelo teórico para a curva de emissão. Todavia, a | + | :ser utilizada para datação arqueológica em diversos laboratórios pelo mundo. |
− | possibilidade do uso da termoluminescência na datação arqueológica e geológica só surgiu em | + | :Imediatamente, após o início da década de 70, surgiram extensões do uso da datação por termoluminescência para diversos materiais, como argilas queimadas, que potencialmente apresentam-se como uma ferramenta para o estudo da paleontologia, onde o método do carbono 14 é limitado; a calcita para datação de estalagmite e a lava vulcânica para estudo em geologia, etc. |
− | 1953, sugerida por Daniels et al. (1953), e logo após com o trabalho apresentado por Kennedy | + | :No Brasil, as primeiras datações por TL foram feitas no Instituto de Física da USP, por Szmuk e Watanabe em 1971, quando dataram vasos cerâmicos e urnas funerárias encontradas no interior de São Paulo, dando seqüência a diversos trabalhos em vários sítios arqueológicos pelo Brasil, como no Parque Nacional do Xingú Miyamoto e Watanabe.(1974), Araripe no Norte do Brasil Matsuoka (1984),(Santos,2002). |
− | e Knopf, em 1960, no Meeting of American Association for the Advance of Science, | + | :Atualmente, têm sido feitas diversas datações por TL de materiais provenientes de diversos locais do Brasil, realizadas pelo Laboratório de Vidros da FATEC/SP, no Instituto de Física da USP. |
− | relatando resultados de datação por TL de amostras arqueológicas e de lava (Santos, 2002). | + | :Em Sergipe, o potencial para datação arqueológica foi levantado após a implantação do Laboratório de Caracterização de Materiais, posteriormente, Laboratório de Preparação e Caracterização de Materiais (LPCM), em 1992, no Departamento de Física da Universidade |
− | Neste mesmo ano Grögler et al. (Tatumi, 1987) detectou que amostras cerâmicas | + | :Federal de Sergipe (UFS) e com a implantação do Projeto Arqueológico de Xingó, pois nos sítios escavados na região foram encontradas grandes quantidades de materiais cerâmicos, levantando a possibilidade de formação de um grupo de datação arqueológica por TL no |
− | apresentavam o fenômeno da termoluminescência, levantando assim, o potencial de utilização | + | :LPCM (Santos, 2002). |
− | destes materiais para datação arqueológica. | + | |
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− | fluiu pela região. Porém, nesta época, os pesquisadores encontravam diversas dificuldades na | + | |
− | utilização da termoluminescência para datação arqueológica e geológica, pois a quantidade de | + | |
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− | das impurezas na TL, McDougall (1968) em (Santos, 2002), a termoluminescência passou a | + | |
− | ser utilizada para datação arqueológica em diversos laboratórios pelo mundo. Imediatamente, | + | |
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− | uma ferramenta para o estudo da paleontologia, onde o método do carbono 14 é limitado; a | + | |
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− | por Szmuk e Watanabe em 1971, quando dataram vasos cerâmicos e urnas funerárias | + | |
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− | arqueológicos pelo Brasil, como no Parque Nacional do Xingú Miyamoto e Watanabe. | + | |
− | (1974), Araripe no Norte do Brasil Matsuoka (1984), (Santos, 2002). | + | |
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− | diversos locais do Brasil, realizadas pelo Laboratório de Vidros da FATEC/SP, no Instituto de | + | |
− | Física da USP. | + | |
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− | do Laboratório de Caracterização de Materiais, posteriormente, Laboratório de Preparação e | + | |
− | Caracterização de Materiais (LPCM), em 1992, no Departamento de Física da Universidade | + | |
− | Federal de Sergipe (UFS) e com a implantação do Projeto Arqueológico de Xingó, pois nos | + | |
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==Desenvolvimento== | ==Desenvolvimento== | ||
===Modelos Semi-empíricos=== | ===Modelos Semi-empíricos=== | ||
==Aplicações== | ==Aplicações== | ||
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==Referências== | ==Referências== | ||
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[http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1350448701002578 Radiation Measurements Volume 35, Issue 1, January 2002, Pages 47–57]<br/> | [http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1350448701002578 Radiation Measurements Volume 35, Issue 1, January 2002, Pages 47–57]<br/> | ||
+ | Dissertação de Mestrado - 2001 - Andrade, Marcelo Barbosa de - Datação de Peixe Fóssil da Chapada de Araripe-CE por Termoluminescência e Ressonância Paramagnética Eletronica (EPR)<br/> | ||
+ | Dissertação de Mestrado - 1994 - Arenas, Jorge Sabino Ayala - Datação de sedimento da Ilha de Cananéia, SP, e da Duna de Pilão Arcado, Bahia, pelo método de termoluminescência. | ||
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+ | McKeever, S.W.S. Thermoluminescence of Solids<br/> | ||
[http://users.ece.gatech.edu/~hamblen/uvminerals/thermo.htm Thermo1]<br/> | [http://users.ece.gatech.edu/~hamblen/uvminerals/thermo.htm Thermo1]<br/> | ||
[http://users.ece.gatech.edu/~hamblen/uvminerals/cool.htm Thermo2]<br/> | [http://users.ece.gatech.edu/~hamblen/uvminerals/cool.htm Thermo2]<br/> | ||
[http://en.wikipedia.org/wiki/Thermoluminescence wiki - Ing]<br/> | [http://en.wikipedia.org/wiki/Thermoluminescence wiki - Ing]<br/> | ||
[http://www.ati.ac.at/~vanaweb/papers/archview.pdf - Thermoluminescence pdf]<br/> | [http://www.ati.ac.at/~vanaweb/papers/archview.pdf - Thermoluminescence pdf]<br/> |
Edição atual tal como às 22h11min de 4 de setembro de 2013
Para compreender melhor o fenômeno de Termoluminescência (TL) , é necessário introduzir alguns conceitos básicos sobre a luminescência. Aluminescência é o fenômeno de emissão em forma de luz resultado de uma transição radiativa num átomo, íon, moçécula,radical ou cristal, de um estado eletrônico exitado ao estado fundamental ou a outro estado com menor energia. Ela pode ser considerada como uma conversão de outras formas de energia em luz.
Portanto ao termo Termoluminescência (TL) é a emissão luminescente proveniente de de um material, previamente irradiado, quando calor é adicionado artificialmente.
Conteúdo[ocultar] |
[editar] História
- Segundo Becker (1973) há relatos de que alquimistas medievais já sabiam que certos minerais emitiam uma fraca luz no escuro quando os mesmos eram aquecidos.
- Contudo, possivelmente o primeiro relato de caráter científico do fenômeno da termoluminescência foi feito em 1663 por Robet Boyle, que notou uma “luz esmaecida” de um diamante quando submetida a um processo de aquecimento.
- Até 1940, ano em que foi inventada a fotomultiplicadora, o fenômeno da TL era utilizado, apenas, como ferramenta na identificação de minerais.
- Estimulado pelos trabalhos de Farrington Daniels na universidade de Wisconsin, em 1950, o fenômeno da termoluminescência passou a ser utilizado para realizar medidas de exposição à radiação nuclear, além de outras aplicações.
- Iniciou-se por volta deste período, também, o estudo do mecanismo envolvido com a termoluminescência, principalmente pelos trabalhos de Randall e
- Wilkins, em 1945, que formularam um modelo teórico para a curva de emissão.
- Todavia, a possibilidade do uso da termoluminescência na datação arqueológica e geológica só surgiu em 1953, sugerida por Daniels et al. (1953), e logo após com o trabalho apresentado por Kennedy e Knopf, em 1960, no Meeting of American Association for the Advance of Science,relatando resultados de datação por TL de amostras arqueológicas e de lava (Santos, 2002).
- Neste mesmo ano Grögler et al. (Tatumi, 1987) detectou que amostras cerâmicas apresentavam o fenômeno da termoluminescência, levantando assim, o potencial de utilização destes materiais para datação arqueológica.
- Em 1961, os trabalhos de datação de amostras geológicas por termoluminescência tomaram um grande impulso com os trabalhos de Johnson (Aitken; 1985), datando rochas presentes nas proximidades da intrusão da lava, a fim de determinar a época em que a mesma fluiu pela região.
- Porém, nesta época, os pesquisadores encontravam diversas dificuldades na utilização da termoluminescência para datação arqueológica e geológica, pois a quantidade de impurezas presentes nas amostras já era um fato bastante conhecido, mas não havia sido feito um estudo do seu papel na TL.
- Subseqüentemente, com o estudo do mecanismo e do papel das impurezas na TL, McDougall (1968) em (Santos, 2002), a termoluminescência passou a
- ser utilizada para datação arqueológica em diversos laboratórios pelo mundo.
- Imediatamente, após o início da década de 70, surgiram extensões do uso da datação por termoluminescência para diversos materiais, como argilas queimadas, que potencialmente apresentam-se como uma ferramenta para o estudo da paleontologia, onde o método do carbono 14 é limitado; a calcita para datação de estalagmite e a lava vulcânica para estudo em geologia, etc.
- No Brasil, as primeiras datações por TL foram feitas no Instituto de Física da USP, por Szmuk e Watanabe em 1971, quando dataram vasos cerâmicos e urnas funerárias encontradas no interior de São Paulo, dando seqüência a diversos trabalhos em vários sítios arqueológicos pelo Brasil, como no Parque Nacional do Xingú Miyamoto e Watanabe.(1974), Araripe no Norte do Brasil Matsuoka (1984),(Santos,2002).
- Atualmente, têm sido feitas diversas datações por TL de materiais provenientes de diversos locais do Brasil, realizadas pelo Laboratório de Vidros da FATEC/SP, no Instituto de Física da USP.
- Em Sergipe, o potencial para datação arqueológica foi levantado após a implantação do Laboratório de Caracterização de Materiais, posteriormente, Laboratório de Preparação e Caracterização de Materiais (LPCM), em 1992, no Departamento de Física da Universidade
- Federal de Sergipe (UFS) e com a implantação do Projeto Arqueológico de Xingó, pois nos sítios escavados na região foram encontradas grandes quantidades de materiais cerâmicos, levantando a possibilidade de formação de um grupo de datação arqueológica por TL no
- LPCM (Santos, 2002).
[editar] Desenvolvimento
[editar] Modelos Semi-empíricos
[editar] Aplicações
[editar] Referências
Radiation Measurements Volume 35, Issue 1, January 2002, Pages 47–57
Dissertação de Mestrado - 2001 - Andrade, Marcelo Barbosa de - Datação de Peixe Fóssil da Chapada de Araripe-CE por Termoluminescência e Ressonância Paramagnética Eletronica (EPR)
Dissertação de Mestrado - 1994 - Arenas, Jorge Sabino Ayala - Datação de sedimento da Ilha de Cananéia, SP, e da Duna de Pilão Arcado, Bahia, pelo método de termoluminescência.
McKeever, S.W.S. Thermoluminescence of Solids
Thermo1
Thermo2
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