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[[Termoluminescência]]
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Para compreender melhor o fenômeno de Termoluminescência (TL) , é necessário introduzir alguns conceitos básicos sobre a luminescência. Aluminescência é o fenômeno de emissão em forma de luz resultado de uma transição radiativa num átomo, íon, moçécula,radical ou cristal, de um estado eletrônico exitado ao estado fundamental ou a outro estado com menor energia. Ela pode ser considerada como uma conversão de outras formas de energia em [[luz]].
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:Segundo Becker (1973) há relatos de que alquimistas medievais já sabiam que certos minerais emitiam uma fraca luz no escuro quando os mesmos eram aquecidos.
minerais emitiam uma fraca luz no escuro quando os mesmos eram aquecidos. Contudo,
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:Contudo, possivelmente o primeiro relato de caráter científico do fenômeno da termoluminescência foi feito em 1663 por Robet Boyle, que notou uma “luz esmaecida” de um diamante quando submetida a um processo de aquecimento.
possivelmente o primeiro relato de caráter científico do fenômeno da termoluminescência foi
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:Até 1940, ano em que foi inventada a fotomultiplicadora, o fenômeno da TL era utilizado, apenas, como ferramenta na identificação de minerais.  
feito em 1663 por Robet Boyle, que notou uma “luz esmaecida” de um diamante quando
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:Estimulado pelos trabalhos de Farrington Daniels na universidade de Wisconsin, em 1950, o fenômeno da termoluminescência passou a ser utilizado para realizar medidas de exposição à radiação nuclear, além de outras aplicações.
submetida a um processo de aquecimento.7
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:Iniciou-se por volta deste período, também, o estudo do mecanismo envolvido com a termoluminescência, principalmente pelos trabalhos de Randall e
Até 1940, ano em que foi inventada a fotomultiplicadora, o fenômeno da TL era
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:Wilkins, em 1945, que formularam um modelo teórico para a curva de emissão.
utilizado, apenas, como ferramenta na identificação de minerais. Estimulado pelos trabalhos
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:Todavia, a possibilidade do uso da termoluminescência na datação arqueológica e geológica só surgiu em 1953, sugerida por Daniels et al. (1953), e logo após com o trabalho apresentado por Kennedy e Knopf, em 1960, no Meeting of American Association for the Advance of Science,relatando resultados de datação por TL de amostras arqueológicas e de lava (Santos, 2002).
de Farrington Daniels na universidade de Wisconsin, em 1950, o fenômeno da
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:Neste mesmo ano Grögler et al. (Tatumi, 1987) detectou que amostras cerâmicas apresentavam o fenômeno da termoluminescência, levantando assim, o potencial de utilização destes materiais para datação arqueológica.
termoluminescência passou a ser utilizado para realizar medidas de exposição à radiação
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:Em 1961, os trabalhos de datação de amostras geológicas por termoluminescência tomaram um grande impulso com os trabalhos de Johnson (Aitken; 1985), datando rochas presentes nas proximidades da intrusão da lava, a fim de determinar a época em que a mesma fluiu pela região.
nuclear, além de outras aplicações. Iniciou-se por volta deste período, também, o estudo do
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:Porém, nesta época, os pesquisadores encontravam diversas dificuldades na utilização da termoluminescência para datação arqueológica e geológica, pois a quantidade de impurezas presentes nas amostras já era um fato bastante conhecido, mas não havia sido feito um estudo do seu papel na TL.  
mecanismo envolvido com a termoluminescência, principalmente pelos trabalhos de Randall e
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:Subseqüentemente, com o estudo do mecanismo e do papel das impurezas na TL, McDougall (1968) em (Santos, 2002), a termoluminescência passou a
Wilkins, em 1945, que formularam um modelo teórico para a curva de emissão. Todavia, a
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:ser utilizada para datação arqueológica em diversos laboratórios pelo mundo.
possibilidade do uso da termoluminescência na datação arqueológica e geológica só surgiu em
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:Imediatamente, após o início da década de 70, surgiram extensões do uso da datação por termoluminescência para diversos materiais, como argilas queimadas, que potencialmente apresentam-se como uma ferramenta para o estudo da paleontologia, onde o método do carbono 14 é limitado; a calcita para datação de estalagmite e a lava vulcânica para estudo em geologia, etc.
1953, sugerida por Daniels et al. (1953), e logo após com o trabalho apresentado por Kennedy
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:No Brasil, as primeiras datações por TL foram feitas no Instituto de Física da USP, por Szmuk e Watanabe em 1971, quando dataram vasos cerâmicos e urnas funerárias encontradas no interior de São Paulo, dando seqüência a diversos trabalhos em vários sítios arqueológicos pelo Brasil, como no Parque Nacional do Xingú Miyamoto e Watanabe.(1974), Araripe no Norte do Brasil Matsuoka (1984),(Santos,2002).
e Knopf, em 1960, no Meeting of American Association for the Advance of Science,
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:Atualmente, têm sido feitas diversas datações por TL de materiais provenientes de diversos locais do Brasil, realizadas pelo Laboratório de Vidros da FATEC/SP, no Instituto de Física da USP.
relatando resultados de datação por TL de amostras arqueológicas e de lava (Santos, 2002).
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:Em Sergipe, o potencial para datação arqueológica foi levantado após a implantação do Laboratório de Caracterização de Materiais, posteriormente, Laboratório de Preparação e Caracterização de Materiais (LPCM), em 1992, no Departamento de Física da Universidade
Neste mesmo ano Grögler et al. (Tatumi, 1987) detectou que amostras cerâmicas
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:Federal de Sergipe (UFS) e com a implantação do Projeto Arqueológico de Xingó, pois nos sítios escavados na região foram encontradas grandes quantidades de materiais cerâmicos, levantando a possibilidade de formação de um grupo de datação arqueológica por TL no
apresentavam o fenômeno da termoluminescência, levantando assim, o potencial de utilização
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:LPCM (Santos, 2002).
destes materiais para datação arqueológica.
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Em 1961, os trabalhos de datação de amostras geológicas por termoluminescência
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tomaram um grande impulso com os trabalhos de Johnson (Aitken; 1985), datando rochas
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presentes nas proximidades da intrusão da lava, a fim de determinar a época em que a mesma
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fluiu pela região. Porém, nesta época, os pesquisadores encontravam diversas dificuldades na
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utilização da termoluminescência para datação arqueológica e geológica, pois a quantidade de
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impurezas presentes nas amostras já era um fato bastante conhecido, mas não havia sido feito
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um estudo do seu papel na TL. Subseqüentemente, com o estudo do mecanismo e do papel
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das impurezas na TL, McDougall (1968) em (Santos, 2002), a termoluminescência passou a
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ser utilizada para datação arqueológica em diversos laboratórios pelo mundo. Imediatamente,
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após o início da década de 70, surgiram extensões do uso da datação por termoluminescência
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para diversos materiais, como argilas queimadas, que potencialmente apresentam-se como8
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uma ferramenta para o estudo da paleontologia, onde o método do carbono 14 é limitado; a
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calcita para datação de estalagmite e a lava vulcânica para estudo em geologia, etc.
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No Brasil, as primeiras datações por TL foram feitas no Instituto de Física da USP,
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por Szmuk e Watanabe em 1971, quando dataram vasos cerâmicos e urnas funerárias
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encontradas no interior de São Paulo, dando seqüência a diversos trabalhos em vários sítios
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arqueológicos pelo Brasil, como no Parque Nacional do Xingú Miyamoto e Watanabe.
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(1974), Araripe no Norte do Brasil Matsuoka (1984), (Santos, 2002).
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Atualmente, têm sido feitas diversas datações por TL de materiais provenientes de
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diversos locais do Brasil, realizadas pelo Laboratório de Vidros da FATEC/SP, no Instituto de
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Física da USP.
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Em Sergipe, o potencial para datação arqueológica foi levantado após a implantação
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do Laboratório de Caracterização de Materiais, posteriormente, Laboratório de Preparação e
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Caracterização de Materiais (LPCM), em 1992, no Departamento de Física da Universidade
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Federal de Sergipe (UFS) e com a implantação do Projeto Arqueológico de Xingó, pois nos
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sítios escavados na região foram encontradas grandes quantidades de materiais cerâmicos,
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levantando a possibilidade de formação de um grupo de datação arqueológica por TL no
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==Desenvolvimento==
 
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===Modelos Semi-empíricos===
 
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==Aplicações==
 
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==Referências==
 
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McKeever, S.W.S. Thermoluminescence of Solids<br/>
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[http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1350448701002578 Radiation Measurements Volume 35, Issue 1, January 2002, Pages 47–57]<br/>
 
[http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1350448701002578 Radiation Measurements Volume 35, Issue 1, January 2002, Pages 47–57]<br/>
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Dissertação de Mestrado - 2001 - Andrade, Marcelo Barbosa de - Datação de Peixe Fóssil da Chapada de Araripe-CE por Termoluminescência e Ressonância Paramagnética Eletronica (EPR)<br/>
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Dissertação de Mestrado - 1994 - Arenas, Jorge Sabino Ayala - Datação de sedimento da Ilha de Cananéia, SP, e da Duna de Pilão Arcado, Bahia, pelo método de termoluminescência.
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McKeever, S.W.S. Thermoluminescence of Solids<br/>
 
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[http://www.ati.ac.at/~vanaweb/papers/archview.pdf - Thermoluminescence pdf]<br/>
 
[http://www.ati.ac.at/~vanaweb/papers/archview.pdf - Thermoluminescence pdf]<br/>

Edição atual tal como às 22h11min de 4 de setembro de 2013

Para compreender melhor o fenômeno de Termoluminescência (TL) , é necessário introduzir alguns conceitos básicos sobre a luminescência. Aluminescência é o fenômeno de emissão em forma de luz resultado de uma transição radiativa num átomo, íon, moçécula,radical ou cristal, de um estado eletrônico exitado ao estado fundamental ou a outro estado com menor energia. Ela pode ser considerada como uma conversão de outras formas de energia em luz.
Portanto ao termo Termoluminescência (TL) é a emissão luminescente proveniente de de um material, previamente irradiado, quando calor é adicionado artificialmente.

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[editar] História

Segundo Becker (1973) há relatos de que alquimistas medievais já sabiam que certos minerais emitiam uma fraca luz no escuro quando os mesmos eram aquecidos.
Contudo, possivelmente o primeiro relato de caráter científico do fenômeno da termoluminescência foi feito em 1663 por Robet Boyle, que notou uma “luz esmaecida” de um diamante quando submetida a um processo de aquecimento.
Até 1940, ano em que foi inventada a fotomultiplicadora, o fenômeno da TL era utilizado, apenas, como ferramenta na identificação de minerais.
Estimulado pelos trabalhos de Farrington Daniels na universidade de Wisconsin, em 1950, o fenômeno da termoluminescência passou a ser utilizado para realizar medidas de exposição à radiação nuclear, além de outras aplicações.
Iniciou-se por volta deste período, também, o estudo do mecanismo envolvido com a termoluminescência, principalmente pelos trabalhos de Randall e
Wilkins, em 1945, que formularam um modelo teórico para a curva de emissão.
Todavia, a possibilidade do uso da termoluminescência na datação arqueológica e geológica só surgiu em 1953, sugerida por Daniels et al. (1953), e logo após com o trabalho apresentado por Kennedy e Knopf, em 1960, no Meeting of American Association for the Advance of Science,relatando resultados de datação por TL de amostras arqueológicas e de lava (Santos, 2002).
Neste mesmo ano Grögler et al. (Tatumi, 1987) detectou que amostras cerâmicas apresentavam o fenômeno da termoluminescência, levantando assim, o potencial de utilização destes materiais para datação arqueológica.
Em 1961, os trabalhos de datação de amostras geológicas por termoluminescência tomaram um grande impulso com os trabalhos de Johnson (Aitken; 1985), datando rochas presentes nas proximidades da intrusão da lava, a fim de determinar a época em que a mesma fluiu pela região.
Porém, nesta época, os pesquisadores encontravam diversas dificuldades na utilização da termoluminescência para datação arqueológica e geológica, pois a quantidade de impurezas presentes nas amostras já era um fato bastante conhecido, mas não havia sido feito um estudo do seu papel na TL.
Subseqüentemente, com o estudo do mecanismo e do papel das impurezas na TL, McDougall (1968) em (Santos, 2002), a termoluminescência passou a
ser utilizada para datação arqueológica em diversos laboratórios pelo mundo.
Imediatamente, após o início da década de 70, surgiram extensões do uso da datação por termoluminescência para diversos materiais, como argilas queimadas, que potencialmente apresentam-se como uma ferramenta para o estudo da paleontologia, onde o método do carbono 14 é limitado; a calcita para datação de estalagmite e a lava vulcânica para estudo em geologia, etc.
No Brasil, as primeiras datações por TL foram feitas no Instituto de Física da USP, por Szmuk e Watanabe em 1971, quando dataram vasos cerâmicos e urnas funerárias encontradas no interior de São Paulo, dando seqüência a diversos trabalhos em vários sítios arqueológicos pelo Brasil, como no Parque Nacional do Xingú Miyamoto e Watanabe.(1974), Araripe no Norte do Brasil Matsuoka (1984),(Santos,2002).
Atualmente, têm sido feitas diversas datações por TL de materiais provenientes de diversos locais do Brasil, realizadas pelo Laboratório de Vidros da FATEC/SP, no Instituto de Física da USP.
Em Sergipe, o potencial para datação arqueológica foi levantado após a implantação do Laboratório de Caracterização de Materiais, posteriormente, Laboratório de Preparação e Caracterização de Materiais (LPCM), em 1992, no Departamento de Física da Universidade
Federal de Sergipe (UFS) e com a implantação do Projeto Arqueológico de Xingó, pois nos sítios escavados na região foram encontradas grandes quantidades de materiais cerâmicos, levantando a possibilidade de formação de um grupo de datação arqueológica por TL no
LPCM (Santos, 2002).

[editar] Desenvolvimento

[editar] Modelos Semi-empíricos

[editar] Aplicações

aldkasdlaj
lalala

[editar] Referências

Radiation Measurements Volume 35, Issue 1, January 2002, Pages 47–57
Dissertação de Mestrado - 2001 - Andrade, Marcelo Barbosa de - Datação de Peixe Fóssil da Chapada de Araripe-CE por Termoluminescência e Ressonância Paramagnética Eletronica (EPR)
Dissertação de Mestrado - 1994 - Arenas, Jorge Sabino Ayala - Datação de sedimento da Ilha de Cananéia, SP, e da Duna de Pilão Arcado, Bahia, pelo método de termoluminescência.

McKeever, S.W.S. Thermoluminescence of Solids
Thermo1
Thermo2
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