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− | Percebe-se, com a palestra dada por Clay Shirky (assista pela url<ref>[http://www.ted.com/talks/clay_shirky_how_cellphones_twitter_facebook_can_make_history.html]</ref>), uma certa animosidade, um clima de boas novas, de belas mudanças, devido aos recursos de comunicação cada vez mais eficientes, permitindo a troca de informações em todos os sentidos: de usuários anônimos para governos, de empresas para funcionários, de países para cidadãos, sem restrições de movimento. Por meio desses meios, acena-se para um novo tipo de relacionamento social, tendo como meio condutor a internet. Aponta-se uma revolução, um ponto crítico do qual não há volta. | + | Percebe-se, com a palestra dada por Clay Shirky (assista pela url<ref name="Clay Shirky: How social media can make history">[http://www.ted.com/talks/clay_shirky_how_cellphones_twitter_facebook_can_make_history.html]</ref>), uma certa animosidade, um clima de boas novas, de belas mudanças, devido aos recursos de comunicação cada vez mais eficientes, permitindo a troca de informações em todos os sentidos: de usuários anônimos para governos, de empresas para funcionários, de países para cidadãos, sem restrições de movimento. Por meio desses meios, acena-se para um novo tipo de relacionamento social, tendo como meio condutor a internet. Aponta-se uma revolução, um ponto crítico do qual não há volta. |
Agora pensando nos corpos. São corpos sentados. Todos concentrados numa tela, alimentando essa rede com novas informações pelos seus teclados. O tipo de relação social está também em transformação. São corpos disciplinados, dóceis, a compartilhar de um modo comum (globalizado) de se expressar, estão todos na mesma frequência, mesma idéia, ao mesmo tempo comemorando a sua exacerbada liberdade de se expressar por meio de seus computadores. Há um controle muito sutil operando nesse meio, um controle pela liberdade, incidindo silenciosamente, e cujo efeito final é conduzir o sujeito conectado à norma, ou à cultura global. | Agora pensando nos corpos. São corpos sentados. Todos concentrados numa tela, alimentando essa rede com novas informações pelos seus teclados. O tipo de relação social está também em transformação. São corpos disciplinados, dóceis, a compartilhar de um modo comum (globalizado) de se expressar, estão todos na mesma frequência, mesma idéia, ao mesmo tempo comemorando a sua exacerbada liberdade de se expressar por meio de seus computadores. Há um controle muito sutil operando nesse meio, um controle pela liberdade, incidindo silenciosamente, e cujo efeito final é conduzir o sujeito conectado à norma, ou à cultura global. | ||
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Edição das 00h00min de 1 de setembro de 2009
Sobre a super-comunicação e a internet
Percebe-se, com a palestra dada por Clay Shirky (assista pela url[1]), uma certa animosidade, um clima de boas novas, de belas mudanças, devido aos recursos de comunicação cada vez mais eficientes, permitindo a troca de informações em todos os sentidos: de usuários anônimos para governos, de empresas para funcionários, de países para cidadãos, sem restrições de movimento. Por meio desses meios, acena-se para um novo tipo de relacionamento social, tendo como meio condutor a internet. Aponta-se uma revolução, um ponto crítico do qual não há volta.
Agora pensando nos corpos. São corpos sentados. Todos concentrados numa tela, alimentando essa rede com novas informações pelos seus teclados. O tipo de relação social está também em transformação. São corpos disciplinados, dóceis, a compartilhar de um modo comum (globalizado) de se expressar, estão todos na mesma frequência, mesma idéia, ao mesmo tempo comemorando a sua exacerbada liberdade de se expressar por meio de seus computadores. Há um controle muito sutil operando nesse meio, um controle pela liberdade, incidindo silenciosamente, e cujo efeito final é conduzir o sujeito conectado à norma, ou à cultura global.