Produção Gráfica (CRP-0357, ECA)/Perfis/not/Adriane Santi Itimura

De Stoa
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Exemplos de bom design

FALLINGWATER HOUSE - Frank Lloyd Wright

fallingwater.jpg

O exemplo que segue não é exatamente o de um designer mas sim de um arquiteto, que por muitos anos foram e ainda são ótimos designers. No caso podemos observar a Fallingwater House, projeto de Frank Lloyd Wright e um dos maiores exemplos da arquitetura moderna nos EUA e no mundo.

Ele conseguiu neste projeto acertar os três preceitos: desenho, projeto e desígnio.

Para se ter uma idéia da preocupação existente, os quartos possuem duas alturas de pé-direito (distância entre o chão e o teto). Uma em cima da cama, mais baixa, porque quando uma pessoa está na cama ou ela está sentada ou ela está deitada (excluindo é claro os casos em que a cama não está sendo utilizada para os seus propósitos) e outra em todo o resto do quarto que é onde a pessoa irá caminhar e precisa portanto de um pé-direito maior.

Além disso, no desenvolvimento do projeto houve a preocupação de adequar o desenho da casa ao ambiente no qual ela está inserida, assim, ela não interferiu na paisagem de forma inadequada e fez com que o entorno fizesse parte do projeto.

Esse tipo de cuidado foi tido em toda a casa o que gerou no final um projeto extremamente bem feito, que supre as necessidades dos moradores da casa e que tem um visual extremamente belo.

Fallingwater House

Exemplos de mau design

Escada Espiral

Escada%20Caracol%20-%20Inox.jpg

Pensando que um “bom design deve atender aos preceitos de desenho, projeto e desígnio”, podemos identificar porque uma escada em caracol é um exemplo de mau design. Embora ela agrade visualmente um grande nº de pessoas ela tem problemas de projeto pois provocam acidentes facilmente.

Observe na figura abaixo o tamanho dos degraus:

prod02.jpg

Normalmente um degrau deve ter no mínimo 25cm de largura, para que uma pessoa consiga pisar confortavelmente nele e subir para o próximo sem ter que se equilibrar muito na ponta do pé. Numa escada em caracol essa largura é jogada para a extremidade externa do degrau e a largura dele diminui formando uma espécie de triângulo. Com isso, ao pisar bem no centro do degrau, você está pisando numa área muito menor do que o mínimo necessário. Por isso também que essas escadas deixaram de ser utilizadas em diversas localidades, sendo inclusive frequentemente vetadas pelas prefeituras quando constam em projetos que precisam ser aprovados.

Um outro exemplo de mau design:

http://homepages.uel.ac.uk/u0512061/images/breakdown_g

Aqui o mau design está explícito: o arco íris do fundo não permite visualizar a maior parte do texto, além de não ter nenhum propósito, o título “Accept Jesus, Forever Forgiven”, além de ter sido escrito com uma cor que não favorece a leitura, tem um efeito 3D que embaralha todas as letras, na parte de baixo da página há uma série de links que são o único caminho dessa página para as outras que compõe o site, mas as pessoas praticamente passam sem notá-los. Desta forma, a página não serve à qualquer propósito para o qual ela tenha sido feita simplesmente porque não prende a atenção das pessoas, assim não importa o objetivo, ele não está sendo alcançado (a menos, é claro, que o objetivo fosse não chamar a atenção utilizando o maior nº de cores).


Designer

THEO VAN DOESBURG

Artista holandês que atuou em pintura, literature, poesia e arquitetura é muito conhecido por ter sido o fundador e líder da revista “de Stijl” de 1917. Este movimento estético teve profunda influência sobre o design e artes plásticas. Devido à influência dos textos da revista, que muitas vezes assumiam um aspecto de manifesto, o próprio movimento neoplástico (e mais tarde, o Elementarismo) é confundido com o nome da revista. Também costuma-se chamar o seu grupo criador pelo título da publicação. Entre seus colaboradores estavam, além de Doesburg, o pintor Piet Mondrian, o designer de produto Gerrit Rietvield, entre outros.

Destijl_anthologiebonset.jpg Exemplo da revista De Stijl, Letterklankbeelden, projeto gráfico de Theo van Doesburg

A influência do pintor Mondrian sobre os trabalhos desenvolvidos por Theo van Doesburg fica claro em obras como:

300px-Theo_van_Doesburg_Counter-CompositionV_(1924).jpg

Nesta obra observamos as memas cores e linhas retas utilizadas por Mondrian, no entanto, ele também nos mostra um dos motivos que é sugerido como a causa da separação entre Mondrian e Theo, este último era a favor da utilização das linhas diagonais por seus aspectos dinâmicos e o primeiro era contra, mesmo tendo aceitado alguns conceitos como utilizar a tela em 45º enquanto as linhas do quadro eram mantidas em horizontais e verticais.

Porém, o maior projeto gráfico de Theo é realmente a revista “De Stijl”. No site abaixo é possível visualizar diversos trabalhos do artista.

http://sdrc.lib.uiowa.edu/dada/De_Stijl/011/index.htm Página com De Stijl do Theo Van Doesnburg

Podemos observar poesias visuais realizadas por Theo sob o pseudônimo I.K. Bonset. Há um cuidado especial com o alinhamento dos textos, desta forma, ao olhar a página, a primeira coisa que o leitor vê são os blocos formados pelos textos e a forma como eles interagem. Os desenhos formados chamam a atenção do leitor para a mensagem neles contida.

A escolha das palavras, mesmo sem saber o significado delas, mostra uma preocupação com o design, porque elas formam blocos curtos e de rápida leitura, então imediatamente após o leitor visualizar o todo, ele já tem o significado das partes saltando diante dos olhos.

A disposição geral também contribui para uma fácil leitura, assim o leitor não se perde e sabe exatamente onde está a próxima linha que deve ser lida.

Ao analisar somente os blocos de textos, notamos também uma semelhança com os quadros por ele desenvolvidos e a presença das linhas diagonais que ele defendeu.

OUTRAS OBRAS:

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Cor aprendida

Cor que não é...

Atenção para a pergunta mais difícil do ano: Qual é a cor da geladeira abaixo?

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Vamos lá, não deveria ser difícil...Branco? Não. Ao visualizar uma imagem nós temos em nossa mente cores já definidas para alguns objetos e costumamos ver essas cores sem nem pensar se o que estamos vendo corresponde exatamente à realidade. É o caso da geladeira. Vamos observar as cores que encontramos na foto:

Escala-de-Cores.jpg

Agora tudo se torna bem mais fácil, certo? Isso porque pegamos apenas quatro cores. Existem muito mais cores numa foto, mas por enquanto, já sabemos que responder apenas "a geladeira é branca" está muito longe de ser verdade. É preciso olhar de verdade para as cores de um objeto, e retirar da cabeça as imagens pré formadas.

Projeto Gráfico

BRIEFING

Objetivo: Montar um portfólio da agência DPZ com as melhores peças criadas pela agência para ser entregue na festa de comemoração dos 40 anos da agência, a serem completos em 1º de Julho de 2008.

Público: Funcionários da Agência, Clientes e demais convidados para o aniversário da agência.

Mensagem: “A Duailibi Petit e Zaragoza Propaganda completa 40 anos no dia 1º de julho de 2008. São quarenta anos de prêmios, de campanhas que fizeram história, de ousadia. Durante esses anos, a DPZ escreveu importantes capítulos da publicidade brasileira. Pioneirismo é com a DPZ. As próximas décadas reservam à DPZ um futuro de sucesso, com muitos planos de expansão e continuando cada vez mais a apostar nos talentos que surgem todos os dias. Mesclando gerações, a DPZ se mostra ágil, ousada, mantendo sua posição de agência de vanguarda. Uma agência que é 100% brasileira, com fôlego de quem começa todo dia e know-how de agência mais premiada do Brasil.”

http://www.dpz.com.br/novo/index.htm

Resposta: Gerar prestígio e admiração para a agência.

Grid / Entrelinha

34 linhas 3937 pt x 34 linhas 3937 pt Entrelinha: 25 pontos Margens: 1 linha

Páginas Pares Colunas: 3 Colunas nas páginas de texto Espaço entre as colunas – 1 linha Logo da DPZ – 2 x 2 linhas

Páginas Ímpares 3 Quadrados vermelhos cujos tamanhos e alinhamentos foram feitos pela regra dos terços, para darem uma sensação de continuidade do layout não importando o formato da peça que está sendo colocada. A peça terá no máximo o tamanho da figura cinza que foi demarcada.

Observações

Páginas 1, 3 e 100 (Capas) São feitas no formato do logo da DPZ, mantendo, portanto, todas as proporções do logo e não seguindo o grid feito para todas as outras páginas do livro.

Páginas 5 e 7 A figura e o texto foram centralizados conforme a regra dos terços. Seguem Grid e Entrelinha das demais páginas.

Família Tipográfica

Título: Tahoma, corpo 20

TEXTO: Tahoma, corpo 15

JUSTIFICATIVA

O formato do projeto foi escolhido com base no logo da agência: um quadrado vermelho. Já a escolha da dimensão foi feita tanto pensando no tamanho das imagens das campanhas que seriam inseridas (e que não poderiam perder a qualidade nem a leitura) como também num melhor aproveitamento dos papéis.

Todo o layout foi desenvolvido em múltiplos de 3 sempre que possível, para fazer uma analogia aos 3 fundadores da agência. Assim na capa, as 3 letras feitas com faca especial, na parte interna temos 3 colunas apresentando cada peça, e funcionando como um suporte para todas as peças, 3 quadrados feitos com o vermelho característico da DPZ.

Os três quadrados que apóiam cada uma das peças servem também para criar no leitor um conforto ainda maior na leitura e dar ênfase para as campanhas, estando em segundo plano sempre. Ao virar cada uma das páginas ele sabe exatamente onde irá encontrar cada uma das informações. Sabe que na parte superior (páginas pares) estarão os dados das peças e na parte inferior (páginas ímpares) a campanha que está sendo apresentada, delimitada pelo espaço formado pelos 3 quadrados vermelhos.

A tipografia escolhida (Tahoma) é uma letra simples e de fácil leitura, pois o objetivo é que os leitores rapidamente encontrem as informações que estão buscando. Por isso também a escolha dos corpos de letra 15 e 20, que poderiam ser considerados grandes não fosse o objetivo de colocar somente a informação necessária em cada página e permitir uma leitura rápida e agradável para todos. Também o tamanho da página está em proporção com o tamanho das letras, fazendo com que as letras não pareçam excessivamente grandes.

Todo o alinhamento foi feito com base no tamanho da entrelinha, exceto pela capa, que segue o formato do logo.

Desta forma, existe um fluxo natural de leitura durante o livro, que proporciona um ritmo agradável para todos que rapidamente identificam a ordem em que as informações são colocadas.

Um trabalho que busca a harmonia entre conteúdo de cada página e formato escolhido para o projeto, mantendo sempre o mesmo padrão de cores que esperamos ver na DPZ.

Imagens

Capa

Capa.JPG


Página 3

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Página 5

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Página 7

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Página 8

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Página 9

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