Produção Gráfica (CRP-0357, ECA)/Perfis/not/Diego Anunciato Lara da Silva

De Stoa
Ir para: navegação, pesquisa

Conteúdo

Diego Anunciato Lara da Silva

Exemplos de bom design

Exemplo 1


Exemplocarro.jpg

O design do carro acima se mostra extremamente funcional e dá um ar de dinamismo e modernidade através da formas arredondadas, além do que, sua aparência clean dá um visual simples e arrojado ao carro.

Exemplo 2

Exemplosuperman.jpg

O cartaz do filme do Superman harmoniza muito bem as cores do uniforme do herói com as cores do próprio planeta Terra sendo que essa sensação de profundidade e solidão que a imagem causa é extremamente coerente com o sentimento do personagem retratado no filme. Mesmo os tons vermelhos do uniforme do herói foram escurecidos para chamar a atenção e caracteriza-lo, mas sem destoar do cenário escuro e solitário que o cerca. Um belo exemplo de bom design. Até a escolha das letras brancas com tons azulados se harmonizam perfeitamente ao plano geral e ainda assim destacam bem o nome do filme.

Exemplo 3

Exemploipod.jpg

O Ipod já virou uma referência quando a questão é bom design. Com um desenho leve e clean, assim como a maioria dos produtos da Apple, criou um novo conceito de produto. Mostrando que a tecnologia não precisa ser complicada, tendo uma seqüência de botões completamente intuitiva e sem o tradicional ON/OFF, este aparelho revolucionou os tocadores de arquivos digitais. A própria cor por si só já é um diferencial. O branco característico que remete a essa leveza e simplicidade que a Apple quer transmitir em seus aparelhos, tornou-se um diferencial e se estendeu pelos fones de ouvido, antes tradicionalmente pretos, tornando-os marcas de reconhecimento do aparelho e dessa nova classe de tocadores. As formas arredondadas e limpas, sem mostrar parafusos ou qualquer outro item que não seja de interesse do usuário faz tudo parecer mais simples, fazendo o usuário deixar de se preocupar em como aquilo funciona ou pra que serve isso ou aquilo. Tudo que é necessário que ele saiba esta a mostra e é bem intuitivo. Não há mais aquele botão ou buraco que você sempre viu mas nunca soube para que serve. Por todos esses motivos que esta peça é um grande exemplo de bom design: bonito e extremamente funcional.

Exemplos de mau design

Exemplo 1


Exemplomicro.jpg

As caixas dos produtos Microsoft são tradicionais exemplos de mau design. Poluídas com excesso de informações desnecessárias que os consumidores não lêem ou sequer prestam atenção, tendo ainda o agravante de a disposição das mesmas se distribuírem de maneira equivocada com várias informações diferentes tentando chamar a atenção para si sem quase nenhuma hierarquia, ou seja, um mau design.

Exemplo 2


Exemplocartaz.jpg


Nesse mini-cartaz não há muito o que comentar sobre o que está errado porque tudo parece estar disforme. As cores estão nitidamente em conflito e cansam os olhos. A idéia de tentar transmitir cores presentes no fogo nos personagens foi completamente equivocada porque torna os quadrinhos confusos e cansativos, sem hierarquia de imagens ou cores, possuindo apenas cores primárias, predominantemente quentes. A disposição do título também é absolutamente não harmônica, parecendo uma disposição de anúncio de promoção, enfim, uma peça que deveria ser completamente refeita.

Exemplo 3


Exemplomodelo.jpg


Essa foto é um exemplo de mau design porque é um clássico exemplo de uma posição de escorso, ou seja, anti-natural, algo que não estamos acostumados a ver e que por isso parece estranho e às vezes grotesco. O fotógrafo aí não soube captar o melhor ângulo da modelo e por isso a magreza dela ficou tão gritante que fica feia e repugnante. O que deveria ser uma foto de catálogo tornou-se uma foto creepy, e não necessariamente por causa da modelo, uma vez que quase todas têm aproximadamente essa silhueta, mas por causa do fotógrafo que não soube disfarçá-la ou captá-la de um ângulo em que ela se tornasse um efeito e não um defeito.

Elementos de Design: Contraste




Exemplofilme.jpg

O cartaz acima é um exemplo de um bom cartaz utilizando o contraste entre cores claras, com predominância do branco, com um vermelho chamativo, que nos remete imediatamente a olhar o título do filme. A imagem causa um impacto visual que nos chama atenção, mas sem se tornar poluída ou agressiva, possui uma leitura coerente e inteligível e transmite a mensagem da tag line do filme de acordo com os demais materiais de divulgação.

Designer

Fortunato Depero


Peça 1

Exemplodesigner1.jpg

A primeira imagem é um exemplo de bom design por ser uma composição harmoniosa e casada, que não agride a vista por ter uma concordância estética muito grande quanto ao traço e ao conteúdo monocromático, além de uma concordância temática. Há também um equilíbrio na composição onde os objetos mais “pesados” se encontram em uma linha abaixo do meio da folha, dando uma estabilidade maior e permitindo que os objetos de fundo, como o quadro, ainda que apareçam de maneira tão nítida se permitam ser vistos como secundários.

Peça 2

Exemplodesigner2.jpg

Esta composição é um exemplo de bom design primeiramente pela harmonia temática que compõe a obra, com uma concordância estética no traço que acompanha a temática, bem como o fundo formado por retas e traços que lembram mecanizações, mas que ainda assim não se tornam massantes por não criarem padrões e sim fugir destes. As cores combinam paletas semelhantes de maneira a formar um todo estético em sintonia, uma unidade além das formas, dando grande harmonia estética.

Cor aprendida

Observemos o dispositivo abaixo, qual será sua cor?

Exemploipod.jpg

A resposta unânime e óbvia seria: branca. Afinal o Ipod é famoso justamente por essa sua cor e visual clean. Mas será realmente que podemos estar tão certos dessa afirmação quanto gostaríamos?

Paremos para pensar um pouco e então observemos essa borracha:

Exemploborracha.jpg

Qual seria sua cor? Branco, certo? Mas o branco dela não é diferente do branco do Ipod? Ora pode-se dizer que o Ipod então está meio acinzentado, sujo, a imagem tem qualidade ruim e a borracha sim é branca com certeza. Será? Olhe para ela de novo e a compare com o quadrado branco.

Exemploquadrado.jpgExemploborracha.jpg

Ela não parece mais tão branca, não é? Isto é o que chamamos de cor apreendida, quando vemos a cor como ela realmente é. Somos condicionadas pelo lado esquerdo de nosso cérebro a atribuirmos símbolos para os itens ao nosso redor e esses símbolos nada mais são que versões simplificadas de um todo mais complexo, essas são as cores aprendidas. O Ipod inicialmente não era branco, era branco com tons de gelo, cinza, partes mais claras e outras mais escuras, mas naquela imagem isso até que estava claro, já o caso da borracha é mais complicado. Ela realmente parecia ser de um branco puro, mas quando a comparamos com o branco puro vimos que ela é repleta de tons de cinza devido a incidência da luz e características do material de que é feita. E porque o nosso cérebro faz isso conosco?

A resposta é simples, para não gastar memória RAM. Sim, nosso cérebro funciona como um computador e para não sobrecarregá-lo de informações nós transformamos informações complexas em símbolos mais simples para serem mais fáceis de serem processados e absorvidos, para a captação do ambiente ao nosso redor se tornar mais simples, afinal, pensemos nas milhares de informações visuais a que somos submetidos a cada segundo. Em geral só atentamos aos detalhes se pararmos pra prestar atenção, imaginem se tudo fosse percebido por nós sempre com os mínimos detalhes?

Nem mesmo o ar ao nosso redor seria visto mais como transparente, pois é repleto de impurezas, distorções por causa do calor dos corpos, enfim, teríamos uma sobrecarga desnecessária de informações, então o cérebro agrupa as informações debaixo de certos guarda-chuvas. Os dois itens que vimos estão debaixo do guarda-chuva de cores brancas mesmo sendo diferentes, entretanto se pararmos pra prestarmos atenção, ou seja, se clicarmos nas propriedades daquele item podemos ver com detalhes as cores que os compõe e saber que não é somente o branco. A informação só nos é dada quando a requisitamos.

O mais interessante é quando objetos são iluminados com diferentes tonalidades de luz. Um objeto branco iluminado com uma luz verde ou a popular lâmpada fluorescente deveria refletir a cor verde para nós, correto? Entretanto continuamos a vê-lo como branco e por quê? Porque nosso cérebro atribuiu a ele o símbolo da cor branca, ele não é branco porque estamos vendo que ele é branco, ele é branco porque sabemos que ele é branco. Este é o efeito da cor aprendida, ou seja, o ver através do saber.

Por isso a cada vez que fomos afirmar a cor de algum objeto podemos ter a única certeza de que nossa afirmação nunca estará 100% certa. O mar é azul-esverdeado ou verde-azulado?

Nenhum dos dois, nele há muitos outros tons e sub-tons de cores além de azuis e verdes, portanto a discussão de como tentar defini-lo em uma única cor é uma pura perda de tempo.

Ferramentas pessoais
Espaços nominais

Variantes
Ações
Navegação
Imprimir/exportar
Ferramentas