Produção Gráfica (CRP-0357, ECA)/Perfis/not/Drielle Caroline Alarcon

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"Bom vs Mau Design"

Bom Design

A primeira imagem analisada, um cartaz do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, é um exemplo de bom design porque cumpre seu objetivo de comunicação: divulgar o local, a data e o site do evento, utilizando o desenho, que é uma linguagem adequada ao seu público – “Banda Desenhada” é o nome dado aos “quadrinhos” em algumas regiões de Portugal e Espanha. A peça apresenta ainda legibilidade e bom impacto resultante da escolha da ilustração, que se relaciona com o tema dessa edição do festival: sonhos.

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A segunda imagem, outro cartaz de um Festival de Banda Desenhada, dessa vez na Espanha, também apresenta um bom design. Novamente há a opção pelo desenho e aqui o impacto vem da irreverência explicita da peça, que se relaciona a linguagem adotada em algumas histórias em quadrinhos, tanto na escolha do traço quanto ao dar a um tema conhecido uma representação inusitada, na qual o dragão passa por cima do cavaleiro para ler uma história em quadrinhos com o cavalo. Há legibilidade e clareza na transmissão da mensagem, com a indicação de local, data e especificação das atrações do evento, possibilitando a obtenção de uma boa resposta do público.

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Mau Design

O cartaz das missões religiosas organizadas pela igreja batista é um exemplo de mau design. Embora possua legibilidade e adote uma linguagem adequada ao seu público, a peça não causa impacto, devido ao uso de figuras muito repetidas dentro do tema religioso - como o batismo e o sol que vai surgindo e iluminando os convertidos. Apresenta ainda uma mensagem pouco clara, em um primeiro momento parece apenas um convite a religião com “Brasil, diga sim a Jesus”, em seguida, a frase “Você e sua igreja investindo na transformação de vidas no país” parece indicar a necessidade da ação de seus fiéis, mas, sem elucidar direito qual atitude deve ser tomada, a peça se torna pouco objetiva e dificulta as possibilidades de receber uma boa resposta.

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A última imagem, um cartaz da exposição de “El Tonto”, embora cause impacto, devido à escolha das cores e uma grande quantidade de imagens, apresenta um excesso de informações e falta de legibilidade, impedindo a boa comunicação do evento e inviabilizando uma boa resposta do público, caracterizando um mau design.

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Elementos de design

Nesse exemplo é possível analisar o fluxo e ritmo em uma peça publicitária. Podemos observar a repetição do elemento que representa a mulher marchando, dentro do símbolo no canto superior direito, em um movimento crescente rumo ao centro ou decrescente em direção as pontas. Outro elemento que se repete é a estrela, que é maior nos continentes e vai diminuindo na representação das ilhas, no Norte da América ou no Sul da Ásia. Há ainda a repetição do mesmo “m” no início de cada palavra da frase “Mulheres em Movimento Mudam o Mundo”, sendo que ele é maior nas palavras mais importantes, “mulheres” e “mundo”, e sofre uma rotação – de 90° na horizontal - no início da palavra “movimento”.

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Designers históricos

Herb Lubalin

Na primeira peça, Lubain consegue se apropriar, através da tipografia, de toda a característica de pompa e circunstância que envolve a carreira diplomática, este artifício torna-se explícito na frase “go to hell”, grafada de um modo que faz referência a essa forma rebuscada e cheia de rodeios que um diplomata costuma utilizar. É interessante notar como a arte uniu-se perfeitamente a idéia do texto - apresentado uma peça semelhante a um convite para um evento de gala, que na verdade oculta intenções completamente opostas, mesma mensagem expressa pelo texto – e como tal sinergia se deu com harmonia estética e temática, uma vez que todos os elementos são pertinentes, necessários e não divergem entre si, formando um todo harmônico. Estruturalmente a peça segue os padrões de um convite formal, com a informação principal no meio, com maior destaque; assim aqui se mantém a sensação de equilíbrio dos elementos, o texto aparenta estar solidamente fixo no fundo amarelado, com o elemento mais pesado e chamativo centralizado, sem causar uma impressão incomoda aos olhos do receptor dessa mensagem.

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A segunda imagem apresenta três logos desenvolvidos por Lubalin para revistas. Esta peça se destaca devido à simplicidade, impacto e alto índice de assertividade que ela obtém em sua comunicação. Lubalin opta por usar as próprias letras que compõem cada palavra, construindo através delas referências a figuras já consolidadas dentro do imaginário coletivo, razão de sua eficiência, como a imagem de uma criança dentro de um útero materno, simbolizando a gestação e a relação entre mãe e filho, ou a referência a um casal de mãos dadas, unido, ou ainda a mais clássica representação de uma família, formada por uma mãe, um pai e um filho. Aqui ainda é interessante notar a sutileza com que Lubalin chama a atenção para a representação da família, dispondo a frase “a reader’s digest publication” logo abaixo dela, ou para a diferenciação entre a palavra “mother“ e “child”, a primeira maior e mais sólida na posição de quem realmente protege a segunda, mais frágil e menor.

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--Driellealarcon 04:51, 1 Julho 2007 (BRT)

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