Produção Gráfica (CRP-0357, ECA)/Perfis/not/Karen Sayuri Nagae

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Karen Sayuri Nagae - Trabalhos

Bom vs Mau Design

BOM DESIGN

A embalagem é uma ferramenta de promoção de vendas que apresenta informações e atribui aspectos qualitativos ao produto. No ponto-de-venda acontece a decisão final de compra do consumidor, que analisa o custo x benefício entre os concorrentes de uma mesma categoria. O bom design de embalagem é fundamental neste momento e precisa envolver praticidade, funcionalidade, beleza, comunicação adequada ao público-alvo, originalidade e preocupação com o meio ambiente. Muitos produtos ainda precisam aprimorar suas embalagens, principalmente quando o assunto é praticidade e funcionalidade.

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A Kimberly Clark do Brasil desenvolveu para a sua linha de absorventes Intimus Gel ® uma embalagem em formato de gaveteiro, que possibilita organizar os tipos de absorventes separadamente, evitando a necessidade de abrir o pacote menor para descobrir qual a categoria do produto (noturno, com abas, sem abas, protetores de calcinha, etc). Além disso, a embalagem pode ser reaproveitada como porta-objetos por ser feita de material resistente e descartável e apresentar muita elegância quanto ao projeto visual. Os pacotes plásticos tradicionais de absorventes não podem ser fechados novamente, o que possibilita que o produto entre em contato direto com a poeira exterior. A “embalagem-gaveteiro” garante a qualidade e integridade dos absorventes, isto é, evita contaminação e amassamento do produto. A embalagem inovadora da linha Intimus Gel® foi vencedora do 6˚ Prêmio de Embalagem e Design da ABRE em 2006 na categoria Embalagem de Cosméticos e Cuidados Pessoais.

--kakadesign 15:38, 23 Junho 2007 (BRT)

MAU DESIGN

A preocupação com a beleza estética, principalmente entre as mulheres, acentua-se gradativamente pelo mundo todo. A expansão desse mercado fez com que as empresas passassem a investir no desenvolvimento de produtos de melhor qualidade e com design mais moderno. Alguns deles, entretanto, não acompanharam essa evolução.

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O curvex é um instrumento de metal e refil de borracha utilizado para curvar os cílios e é lembrado por apresentar um design assustador, semelhante a um equipamento cirúrgico. Os cílios são colocados na parte superior, os dedos se encaixam na parte inferior e, ao pressiona-los, a lâmina de metal afunda na borracha curvando os cílios para cima. O aparelho fica a frente das lentes de contato no quesito aflição à proximidade aos olhos. O design neste caso não se aplica ao público alvo, este geralmente feminino, pois, se houvesse um instrumento curvador de cílios com uma aparência menos agressiva, seria um grande diferencial para atrair boa parte dos consumidores de curvex. Além disso, atrairia o público–alvo potencial que teme o seu formato não-anatômico.

--kakadesign 15:38, 23 Junho 2007 (BRT)

Elementos do Design

Formas

A Forma é um elemento de composição de design que permite ao receptor identificar antecipadamente o tema abordado na comunicação. Aproxima-se do movimento concretista dos anos 50 ao trabalhar a estética do texto. Dessa maneira, cria uma nova linguagem formada por conteúdo e imagem. O recurso pode ser utilizado através da formatação de parágrafos e entrelinhas, estilização tipográfica, cores e componentes visuais que facilitam a percepção do objeto. Existe, entretanto, a necessidade cognitiva por parte do receptor, isto é, o observador deve (re)conhecer o desenho e o contexto para que haja a interpretação adequada da mensagem.

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No exemplo acima, a Forma é a principal técnica utilizada na composição. Trata-se de uma homenagem a Fernando Pessoa, um famoso poeta português do século XX, conhecido pelas obras de seus heterônimos. O autor aproveita-se desse característica para fazer paródia com o sobrenome “Pessoa”, que se torna “Pessoas”. A escrita na vertical e o desenho de um chapéu permitem concluir que o nome “Fernando Pessoa” apresenta a forma de uma pessoa. A sombra projetada desse indivíduo representa seus personagens ocultos, seus heterônimos: Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis.

--kakadesign 15:52, 23 Junho 2007 (BRT)

Designer

David Carson

David Carson é um designer americano do século XX conhecido pelo seu trabalho em design de revistas. Nasceu no Texas, cresceu em Nova Iorque e durante um tempo da sua vida trabalhou como professor de sociologia. Já foi qualificado como o 4˚ melhor surfista do mundo, uma carreira que permitiu o contato de Carson com diversas culturas. Em 1984, entrou para o mundo do design gráfico e, em 1988, estabeleceu seu estilo de fotografia non-mainstream (sem um elemento principal). Desde então, suas obras fogem aos padrões de composição, alinhamento, hierarquia tipográfica e contraste seguidos pelos designers gráficos da sua época, inovando as técnicas de artes plásticas e também a arte publicitária. O designer mescla fotografias, tipografias diversas, cores e técnicas de sobreposição. Dessa forma, cria em uma única peça uma mistura de linguagens, percepções e reflexões. O trabalho de Carson varia entre o “over” e o “clean” e muitas vezes é considerado ilegível. Também procura dar um tratamento especial a tipografia, trabalhando tamanho, peso, estrutura, forma, direção, sobreposição de linhas e cor.

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--kakadesign 15:54, 23 Junho 2007 (BRT)

Cor aprendida vs Cor apreendida

Representatividade de uma cor

Algumas cores já possuem alguns substantivos e adjetivos intrinsecamente ligados a ela.

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Quando nos perguntam qual é a cor do dinheiro, logo respondemos “Verde”. A cor também serve para definir os substantivos abstratos “saúde”, “sorte” e “natureza”. Para a palavra “natureza”, a cor está diretamente associada à tonalidade da maior parte das plantas e, dessa forma, não considera os demais elementos como os animais, a terra e os rios. “Saúde” e “sorte”, por serem elementos abstratos, tiveram a cor culturalmente aceita em diversas partes do mundo.

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A moeda brasileira (o Real), por exemplo, apresenta um diversidade de cores em suas notas de papel. Apenas uma delas, a nota de 1 real, é formada por tons de verde. Durante a infância aprendemos que o dinheiro é verde, seja nos desenhos animados, nos trabalhos de escola, ou nas propagandas de banco da televisão. Dessa forma, destaca-se a importância que as cores têm nos meios de comunicação. Estas já transmitem culturalmente um sentimento ou lembrança específicos para um determinado público. Cabe ao anunciante conhecer bem as cores apreendidas de um objeto e, mais importante, conhecer as cores aprendidas desse mesmo objeto pelo seus consumidor.


--kakadesign 21:24, 23 Junho 2007 (BRT)

Projeto Gráfico

http://stoa.usp.br/kakadesign/files/-1/882/Trabalho+final_+KAREN.pdf

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