Produção Gráfica (CRP-0357, ECA)/Perfis/not/Mariana Vietri Siqueira

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Conteúdo

Bom Design x Mau Design

Exemplo de bom design

CANETA ESFEROGRÁFICA - BIC

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A caneta BIC é um exemplo clássico de bom design. Sua praticidade e simplicidade físicas evitam que se faça rodeios em torno de seu uso, e seu funcionamento é eficiente e não demanda esforços desnecessários, fazendo com que a atenção e dedicação do usuário se voltem totalmente para a sua atividade em desempenho, e não para o funcionamento da caneta. Como mencionado em sala de aula, a caneta é um exemplo de bom design porque é “invisível”. Ela cumpre seu propósito e não exige que atenção alguma seja dada à sua forma e função, pois estas passam despercebidas, dada a eficácia do produto.

A BIC foi desenvolvida em uma época na qual o uso de canetas tinteiro não era mais prático, pois demandava um tempo muito maior do que o disponível, além de ser um tanto arcaica. Seu manuseio era lento, gerava grande dispêndio de atenção. Então, a esferográfica revolucionou o modo de escrever a caneta.

Uma caneta descartável, barata, que não vaza e não borra. Funcionamento extremamente prático e simples, que não requer esforço, é a solução mais simples e imediata encontrada atualmente para escrever.

Exemplo de mau design

TECLADOS DE TELEFONE CELULAR

Salvo raras exceções, os teclados de telefones celulares são um exemplo de mau design. Eles são apertados, pequenos e difíceis de usar. Qualquer usuário com dedos um pouquinho mais grossos tem dificuldade em digitar um número ou uma mensagem naqueles botões minúsculos e estreitos.

Além disso, cada botão é multifuncional, podendo servir para digitar um número e mais tantos caracteres, o que pode se tornar um empecilho em algumas ocasiões, pois o desgaste das teclas faz com que as indicações dos botões desapareçam e o usuário não saiba mais o que está digitando.

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Designer

A. M. Cassandre foi um designer ucraniano do século XX que acreditava que os cartazes publicitários eram uma oportunidade de “comunicar com o público mais vasto” e, portanto, era mais acessível do que a arte acadêmica. Conseqüentemente, para ele, “desenhar um cartaz significa resolver um problema técnico e comercial com uma linguagem que possa ser entendida pelo cidadão comum”. Suas peças refletiam o estilo Art Déco, vigente no começo do século passado. As formas bem definidas e geométricas facilitavam a compreensão das imagens e, por conseguinte, das mensagens que elas veiculavam.As duas peças mostradas aqui são de forte impacto visual e seus componentes favorecem para que o conteúdo seja facilmente absorvido.

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Em suma, são cartazes funcionais e bonitos, o que os distingue de uma arte publicitária de design mundano. Seu conteúdo gráfico é simples e impactante, o que facilita a transmissão de conceitos e conteúdo neles embutidos.


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Cor aprendida x Cor apreendida

Elementos do design

Agrupamento e Grupos

Projeto Gráfico

Briefing

Objetivos do projeto

Trata-se de um guia quinzenal e gratuito a respeito de eventos culturais underground que acontecem na cidade de São Paulo. Será distribuído gratuitamente em diversos pontos da cidade freqüentados por jovens da faixa etária preferencial, mas especialmente na região do centro.


Público-alvo preferencial

Jovens de 15 a 25 anos, freqüentadores da região do centro de São Paulo e adjacências. Dá-se preferência ao público de classes A e B, tendo em consideração que os eventos divulgados em geral não têm preço acessível e são de interesse de uma faixa social elitizada.


Mensagem a enviar

Informar a respeito dos eventos e suas características, em tom descontraído e informal. A comunicação deve transmitir ao público a idéia de que os eventos que saem da linha tradicional balada-barzinho também são muito interessantes e divertidos. A publicação deve ter uma aparência descolada e dinâmica, que converse com a imagem que este público tem de si.


Resposta esperada pelo público

Espera-se que o público se satisfaça com as informações adquiridas através da publicação e passe a freqüentar os ambientes e eventos mencionados. Dentro do tempo apropriado, o guia deve tornar-se referência como publicação do tipo, procurado por seu conteúdo e ser apontado como fonte de informação fácil, confiável e acessível.

Especificações e justificativas

Tipografia utilizada:

 Oggle nos títulos, tamanho 52.
 Toggle nos rodapés de página, tamanho 24.
 Arial Regular nas colunas de texto e nos números das páginas, tamanho 12.
 Arial Bold nas legendas.


A família tipográfica Oggle é singular e marcante, apropriada para um título, que deve chamar a atenção por ser tônico, curto e atraente. Já o tipo Arial é muito simples, não serifado e ideal para uma leitura fluente e leve, caso da publicação desenvolvida

Entrelinha

 A entrelinha usada foi de 14,4 pontos.

A entrelinha não deveria ser muito grande, para melhor aproveitar o material, mas também não poderia ser muito pequena, para não sobrecarregar o texto e torná-lo pesado. O leitor do material deve ler e apreender as informações com facilidade.

Dimensões das Páginas

 Aberto: 70p1,89 x 49p7,276.
 Fechado: 34p11,528 x 49p7,276

O formato em tamanho A5 é adequado para distribuição, armazenamento e transporte. Além disso, uma vez nas mãos do leitor, ele chama a atenção o suficiente para ser devidamente lido e guardado sem grandes inconvenientes.

Margens e Colunas

 Margem superior: 3p0
 Margem inferior: 3p0
 Margem externa:  4p11
 Margem interna: 3p0
 Colunas: 12p11 x 35p7

Grids e exemplos

Grid da página dupla

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Grid da página esquerda

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Grid da página direita

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Exemplo com conteúdo - Página dupla

Neste exemplo é possível apreciar alguns aspectos do trabalho, como a hierarquia tipográfica e a disposição do texto e de imagens. A publicação segue uma linha simples e de fácil compreensão, apropridada a seus propósitos.

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Exemplo com conteúdo - Página direita

Neste exemplo de página simples, podemos observar que a publicação deve seguir um estilo descontraído e informativo. Seu formato e aparência lembram os de um fanzine, tipo de publicação igualmente underground e razoavelmente conhecida e apreciada dentro do meio no qual o guia será distribuído.

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Memorial de gráfica

O guia deve ter baixo custo de produção, pois é gratuito. Logo, o papel escolhido deve ser barato e o aproveitamento do papel precisa ser grande. No entanto, o apelo visual demanda que o impresso seja colorido, tanto para cativar o público como para o próprio bem da composição, que por seu estilo demanda poucas mas bem escolhidas cores.

Suporte: papel jornal 90g/m²

Processo: off-set

Cores: 4 cores - CMYK

Formato do papel original: 420 x 594mm.

Aproveitamento do papel: 16 páginas por folha.

Formato aberto: 210 × 297mm.

Formato fechado: 148 × 210mm.

Processo especial: não.

Tintas especiais: não

Imagens: 300 dpi.

Acabamento: grampo duplo interno.

Faca: não.

Tiragem: 300 mil exemplares.

Distribuição: transportadora.

Ferramentas pessoais
Espaços nominais

Variantes
Ações
Navegação
Imprimir/exportar
Ferramentas