Produção Gráfica (CRP-0357, ECA)/Perfis/not/Thais Emy Ohata

De Stoa
Ir para: navegação, pesquisa


Conteúdo

Thais Emy Ohata

email here

Exemplos de bom design

bom-design1.jpg

O poster foi produzido pelo grupo Beehive, o qual visa a produção e distribuição livre de imagens e peças gráficas destinadas a ações sociais e políticas pelo mundo.A peça ao lado cria um tom cômico e inusitado embora trate de um tema sério (fórum sobre o meio ambiente). Os animais refletem uma outra realidade na água. A ilustração recebeu um bom tratamento gráfico e harmoniza com as fontes utilizadas. Legível, contém as informações necessárias. Porém, talvez a ilustração contenha elementos demais e distraia o público do real objetivo. Site Beehive


bom-design-2.jpg

São utilizados símbolos comuns ao gosto jovem, alvo da campanha. Diferente do perfil de um banco, cores mais fortes e grafismos marcam presença para possibilitar uma identificação com esse público. É legível e contém diversas informações. As cores, a foto da jovem, o logo e o texto geram unidade. Porém, o uso de elementos literais e estereotipados não causa muito impacto.


bom-design-3.jpg

Existe uma forte relação entre o objeto e o intuito do projeto (incentivar a leitura e divulgar livros), devido ao formato diferenciado do postal. A possibilidade de uso como marca página reforça ainda mais essa relação de interesse. É Legível. Apresenta um aspecto cômico através da frase “Vale cada página” inserido no livro e do boneco falando no verso, chamando o público. Porém, há problemas principalmente no verso quanto ao posicionamento do texto e aos espaços vazios.

--Emykitsune 00:42, 8 Maio 2007 (BRT)


Exemplos de mau design

mau-design-1.jpg

O anúncio é simples demais e não causa nenhum impacto ou atração. Apenas informa do evento, mas também não oferece maiores informações sobre como participar, conteúdo, datas, etc. Contém poucos elementos (texto, fundo e logo dos patrocinadores), e ainda sim não gera uma unidade firme. Não cria uma relação nem com o objeto e nem com o público. O uso "meio termo" das letras e palavras desalinhadas torna o material ainda mais inconsistente. Poderiam criar uma dinâmica de movimento, mas não o fazem pelo "peso" excessivo das letras (tipo bem denso, em bold!) e pelo alinhamento centralizado, usado para simplesmente ocupar o espaço da página.


mau-design-2.jpg

As cores e o uso feito da imagem de fundo não condizem com o público, jovens estudantes. A foto com jovens não tem função, não se olha para ela uma vez que uma mancha de alto contraste (preto e amarelo) se sobrepõe a ela. Cria uma relação de peso e sobriedade forte demais e pouco definida. Usa poucos elementos, os quais não estão bem distribuídos no espaço e são colocados em tamanho grande, numa tentativa simples de ser chamativo. Os títulos e o ponto de exclamação estão em um tamanho máximo para ocupar a capa na vertical e na horizontal, resultando em uma composição nada harmoniosa e com alinhamento péssimo entre esses elementos. Pouco atraente, mas ainda sim bem legível e objetivo devido ao texto e as cores fortes.

--Emykitsune 00:47, 8 Maio 2007 (BRT)


Elementos do design: Alinhamento

alinhamento.jpg

Esta é uma página da revista resultante do Projeto Aberto, o qual envolveu uma série de ações artísticas sobre a mídia informal e a comunicação no espaço público, produzida pelo Espaço Coringa no ano passado. O desenho se refere aos moradores de rua, mas a nossa atenção logo é focada no texto. A forma como as letras, em tamanho grande, ocupam o espaço da página e o uso das cores levam a essa sensação. Palavras avulsas são precisamente alinhadas uma em relação à outra (espaçamento regular entre as linhas e os caracteres), e o parágrafo é todo colocado à direita. O trabalho joga com a relação entre os dois blocos de palavras que se formam: um no sentido normal e outro invertido, trazendo significados opostos respectivos. O texto caracteriza o desenho através de uma ambigüidade, uma vez que os termos colocados no sentido normal de leitura podem fazer referência a valores comuns e às vezes pejorativos da maioria das pessoas em relação aos moradores de rua, e os termos invertidos falam da realidade vista por esses moradores. Espaço Coringa

--Emykitsune 00:53, 8 Maio 2007 (BRT)


Designer: Bruno Munari

munari-1.jpg

A ilustração de Munari é clássica dentro de algumas das principais características do artista: o humor, a ironia, o desenho estilizado e simples, mas o qual brinca com os símbolos. A figura de Tullio é facilmente reconhecida no cacto com o charuto caído, onde a nossa atenção é focada através do primeiro plano. E no último plano, lá atrás, há a figura de um homem que chega e ao mesmo tempo é reflexo no espelho/quadro. Existe uma relação forte entre os elementos através do desenho e da cor (cor pastel do suporte, preto e vermelho). Site Tullio D´Albisola


munari-2.jpg

Munari também trabalhou com design de livros infanto-juvenis. Na série ZOO, a capa e as ilustrações se utilizam de um desenho colorido e simples, de fácil assimilação para a criança. A figura da girafa, e não há como duvidar que seja uma, é mostrada parcialmente, sem que vejamos a parte mais representativa: a expressão (“rosto”). Para um livro infantil, um animal pode ter o mesmo poder expressivo de um a pessoa. As grades à frente, as quais levam as informações do livro, focam para o tema da história, o zoológico. E também “prendem” os elementos da página no conjunto desse tema. A peça aguça a curiosidade infantil, é de fácil identificação, legível e possui uma simplicidade bem estruturada adequada ao público. Série ZOO

--Emykitsune 01:08, 8 Maio 2007 (BRT)


Cor aprendida x cor apreendida

cor-apreendida.jpg

As fotografias de céu exemplificam a distorção da nossa percepção em relação às cores observadas na natureza. A definição do céu como azul, e dele ser sempre assim retratado em desenhos, filmes e mesmo na fotografia, se mostra relativa. O céu pode adquirir tonalidades azuis, mas isso depende do ângulo de incidência dos raios solares na atmosfera, das condições climáticas e mesmo do local onde estamos. Mas a idéias de azul é tão enraizada em nossas mentes que sempre o imaginamos ou o retratamos desta cor. No caso específico da fotografia, o fator cor também varia de acordo com o contexto cultural do local. Por exemplo, os negativos e os banhos produzidos pela KODAK (empresa norte-americana) tendem a produzir tons reforçados para o azul e para o vermelho, produzindo um alto contraste. Essa idéia deriva do contraste comum na bandeira norte-americana. Já os negativos da FUJI (empresa japonesa) tendem a reforçar mais os verdes, pois na cultura oriental o verde da vegetação é de extrema importância e beleza.

--Emykitsune 01:20, 8 Maio 2007 (BRT)


Designer: Alphonse Mucha

Este notável artista da República Tcheca trabalhou com ilustrações, posters, propagandas e capas em uma época que não havia a profissão "designer". Mucha se valia da influência absorvida da pintura e de elementos do [Art Noveau]. As linhas fortes, curvas sinuosas, arcos e molduras típicas da arte decorativa e cores naturais são características constantes de sua produção, onde a composição e o equilíbrio são decisivos. Mas esse jogo de curvas e linhas não é a toa. As peças de Mucha são objetivas e eficazes, pois neste jogo nossos olhos são levados ao ponto ao qual ele deseja. Pode se tratar de uma figura ou de um produto, um logo. Ele fazia uso da relação figura-fundo inserindo molduras, "máscaras" e as figuras de belas mulheres a frente de grafismos bastante trabalhados. Seu desenho busca um realismo sensual, traduzido pela voluptuosidade de suas mulheres com roupas e cabelos esvoaçantes. Mesmo os tipos de letras construídos sempre tendiam para as formas sinuosas, criando a sensação de fluidez. Um de seus "clientes" foi a Nestlé, para a qual produziu posters e rótulos para diversos produtos.

Seus trabalhos não lembram a moça do Leite Moça?

Mais trabalhos de Alphonse Mucha aqui

Mucha stars.jpg

Estrelas: A Lua, a Estrela da Manhã, a Estrela da Tarde e a Estrela Polar; 1902.

Mucha-4.jpeg

Anúncio da Nestlé por Mucha.

--Emykitsune 20:55, 19 Junho 2007 (BRT)


Projeto Gráfico: Livreto-Portfólio

Briefing

Data: Junho de 2007.
Serviço: Livreto composto basicamente de imagens, para apresentação de um grupo de fotografias.
Objetivo: Criar um portifólio para visualização de trabalhos fotográficos, visando concursos, entrevistas e o mercado de imagens. A produção do material deve visar um modo rápido e econômico de impressão.
Público-alvo: Artistas, fotógrafos amadores e/ou profissionais, estudantes e professores de artes, galerias, empresas e editoras relacionadas a edição e mercado de imagens.
Conteúdo do livreto: Três ensaios fotográficos P&B, totalizando 21 imagens.
Mensagem: Transmitir uma narrativa através da fotografia e sua edição, além da visualização rápida de um grupo de minha produção particular no campo fotográfico, para análise, exposição, sugestão ou crítica.
Resposta: Obtenção de contatos para exposições, trabalhos e concursos; inserção em mercados artísticos específicos.


Justificativa

O projeto foi pensado com base na criação de um fluxo narrativo através da composição, harmonia e alinhamento entre a foto e o branco da página. O foco de atenção do leitor deveria ser a qualidade da fotografia, em especial o desenho das formas neste caso. Para isso, eliminei qualquer excesso da página que pudesse desviar ou chamar a atenção (textos, legendas, uso de constraste preto e branco o qual pode se tornar muito cansativo por exemplo, grafismos, etc). Sobre o branco puro do papel, ressaltam apenas os tons de cinza.

A publicação deveria ser de fácil leitura e de dimensão bem "portátil" (tanto para o leitor quanto para facilitar o transporte e a distribuição).


Restrições técnicas

  • Uso de gráfica rápida, devido a baixa tiragem, a economia e a rapidez do serviço de impressão.
  • Os tipos e gramaturas limitados dos papéis, acessíveis de acordo com o custo e o processo de impressão.


Projeto gráfico

Dimensões do livreto:

  • 14 x 21cm (fechado)
  • 21 x 28 cm (aberto)

Por tratar-se de um portifólio para uma visualização rápida de ensaios fotográficos, o formato deveria ser de fácil manuseio e transporte, cabendo em uma pasta convencional ou mesmo em uma bolsa. E como a intenção é que ele passe mão-a-mão, foram optadas dimensões reduzidas próximas a um fanzine (formato A5).
O material, como apresentação de parte de uma produção, possivelmente será visto em entrevistas, em ambientes de trabalho ou de aula, por pessoas passando a pé ou mesmo em exposições onde se folheia diversas publicações, e também sendo usado como um “cartão de visita mais sofisticado” em concursos e eventos.
Para envio, o livreto poderia ser transportado em envelopes ou embalagens para o formato A5, assim como várias revistas, fanzines, quadrinhos, cadernos e publicações alternativas.
Além da economia, um fator a pesar na escolha do formato foram as dimensões proporcionais da ampliação fotográfica. Não deveria haver espaços brancos excessivos em volta da imagem, e o grupo de fotos editado para esta publicação não passou por recortes, exceto uma. Utilizo as fotos em dimensões entre 9 x 12 e 15 x 21 cm, suficiente para uma boa visualização e econômico. Mais um fator na decisão foi a opção por uma gráfica rápida, chegando ao formato do papel em A4 ou A3 no máximo. O formato escolhido para a publicação permite um aproveitamento máximo do papel.

Dimensões de página: 14,0 x 21,0 cm = 396,9 x 595,3 pt.
Valor de entrelinha: 14
Temos então uma área de página de (392,0 + 4,9)pt x (588,0 + 7,3) pt. A sobra horizontal é jogada para as margem interna, e a vertical é dividida ao meio e jogada para fora. Resulta uma área de 392,0 x 588,0 pt ou 28 x 42 ln.
Margens: 2 ln (1,0 cm).
Área útil: 24 x 38 ln ou 336 x 532 pt.
O livreto apresenta as imagens em posições diversas nas páginas, com a intenção de criar uma relação entre os cinzas das fotos, o objeto fotografado e os brancos das páginas. As imagens ora são sangradas, ora brincam com os brancos propositalmente.

Motivos:

  • Composição necessária para dar um fluxo de leitura diferenciado para a narrativa descrita (os ensaios escolhidos possuem uma ordem proposital que remetem a narrativa de uma história).
  • Deixar as imagens com as maiores dimensões possíveis para uma boa visualização, no que diz respeito a fotografia em si.
  • Por conta do formato e do desejo de evitar a todo custo a cena do leitor virando o livreto a cada mudança de posição da imagem (paisagem e retrato), decidi manter todas em uma posição para uma leitura constante. Uma das dimensões da foto deveria preencher todo o espaço útil da página, e a outra seria mantida restando espaços em branco. Mas para isso trabalhei com diferentes dimensões para as fotos em retrato, em paisagem e com os brancos das páginas, reforçando também o que foi descrito no primeiro item acima.


Grids de aproveitamento de página

Favor clicar e ampliar a imagens, os thumbs estão terríveis...

Grid geral


Texto

O livreto foi projetado para conter basicamente imagens, dispensando texto e legendas acompanhado-as (exceto os títulos dos ensaios). O texto aqui é um complemento e não deve competir com as imagens. Para as explicações, foram criadas páginas a parte com informações sobre as fotos, a autora, agradecimentos, etc.
A escolha dos tipos prioriza a harmonia, o contraste (cor mais “baixa” que o preto, reduzindo o contrate com a página), as camadas e transparências (uso de diferentes opacidades mesclando as frases dos títulos e o fundo, colocando a atenção na imagem), e a ênfase (uso de diferentes estilos dos tipos). Foram usados tipos sans, retos e limpos, de pouco peso e bastante visíveis se trabalhados como títulos, por exemplo. O alinhamento e número de caracteres varia de acordo com a função do texto, mantendo-se sempre em coluna única.
Isso foi pensado em uma tentativa de manter um aspecto o mais limpo possível, uma vez que o foco são as fotografias.


Projeto tipográfico

Lithos Pro Light
Lithos Pro regular
Myriad Pro Bold
Myriad Pro regular


Hierarquia tipográfica

Atentar para a escolha da cor preto (20%CMY e 100%K) para o fundo da capa.

  • Capa: Lithos Pro, corpo 26, estilo light, alinhamento a direita, cor branco (papel, 0%CYMK).
  • Contra-capa: Lithos Pro, corpo 12, estilo regular, alinhamento centralizado, entrelinha 14, cor branco (papel, 0%CYMK).
  • Títulos dos ensaios:

“Série”: Lithos Pro, corpo 30, estilo light, cor cinza frio (15%C, 50%K), tint 70%.
“Nome da série”: Lithos Pro, corpo 18, estilo regular, cor cinza frio (15%C, 50%K), tint 85%.

  • Poema inicial: Lithos Pro, corpo 12, estilo light, alinhamento a esquerda, entrelinha 14, cor cinza frio (15%C, 50%K).
  • Textos (apresentação e agradecimentos):

“Título”: Myriad Pro, corpo 12, estilo bold, alinhamento a esquerda, estrelinha 14, cor cinza frio (15%C, 50%K).
“Sub-título”: Myriad Pro, corpo 10, estilo bold, alinhamento a esquerda, entrelinha 14, cor cor cinza frio (15%C, 50%K).
“Texto”: Myriad Pro, corpo 10, estilo regular, alinhamento blocado, entrelinha 14, cor cor cinza frio (15%C, 50%K).


--Emykitsune 01:39, 24 Junho 2007 (BRT)

Memorial de gráfica: Livreto-Portifólio

Suporte: papel branco de densidade média (leve e de transparência mínima).
Processo de impressão: gráfica rápida (laser).
Cores: N/A
Formato do papel original: 21,0 x 29,7 cm.
Formato aberto: 21,0 x 28,0 cm.
Formato fechado: 14,0 x 21,0 cm.
Imagens e resolução: scan de negativos em média resolução, com arquivos TIFF 300 dpi para impressão.
Tintas especiais: N/A
Processos especiais: N/A
Acabamento: refile.
Faca: N/A
Encadernação: canoa.

Capa:
brochura (pouco mais grosso que o miolo)
papel filicoat 120 g/m2
aberto: 21,0 x 28,0 cm
fechado: 14,0 x 21,0 cm

Miolo: papel filicoat 100g/m2

Tiragem: 50 exemplares.
Distribuição: Pessoal (mão-a-mão) e pelo correio. Concentrar distribuição pelos principais centros culturais, galerias, institutos de arte e escolas de fotografia da cidade de São Paulo.


--Emykitsune 01:48, 24 Junho 2007 (BRT)

Ferramentas pessoais
Espaços nominais

Variantes
Ações
Navegação
Imprimir/exportar
Ferramentas